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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Nossa Cerveja - Canarinho APA (Dry-hopping)

Americanas estão na moda, e faz algum tempo que elas são as cervejas que mais acertamos em fazer. Como nosso estoque também já havia acabado resolvemos fazer uma American Pale Ale.


Maltes não são os protagonistas dessa cerveja, portanto usamos os mais comuns mesmo. Agora lúpulos sim! Esses precisam ser tratados com carinho nessa receita. Usamos as variedades Cascade e Columbus. Columbus por 120 minutos de fervura, Cascade por 10 e 5 minutos. Não contentes fizemos dry-hopping de Columbus por 4 dias.


Dessa vez colocamos o lúpulo direto no balde pra entrar em contato maior com a cerveja. Depois para engarrafar transferimos para o balde e com auxilio de uma peneira todo fragmento de lúpulo ficou retido. Como a filtragem não foi industrial e fizemos o dry-hopping direto, a cerveja perdeu um pouco da sua transparência, não que isso seja um problema(para nós, sabor e aroma são mais importantes que o visual). Mesmo assim a cerveja não chegou ficar completamente turva.

Eis que no dia de engarrafar um pouco da cerveja sobrou no balde inicial, e como bons lupulomaníacos não poderíamos desperdiçar esse precioso líquido tomado de Columbus. Note a borra verde de lúpulo... Isso não pode ser traduzido. Só pode ser apreciado...(clique nas imagens para aumentar)




Confira no vídeo:



E o resultado?

Cerveja clara, de coloração amarelo-alaranjado, excelente formação de espuma e boa retenção. Levemente turva.
Aroma cítrico lembrando lima e alguma coisa parecida com tangerina.
Médio corpo, sabor leve dos maltes que logo são dominados pela citricidade dos lúpulos americanos. Retrogosto um amargor médio pra alto também cítrico que persiste um bom tempo no paladar.

Destacaria a intensidade do aroma. O Dry-hopping turbinou muito o aroma em comparação à outras cervejas que já havíamos feito. Isso porque deixamos por poucos dias em uma temperatura de aproximadamente 17 graus. A transferência e tempo maior de acondicionamento não interferiram em nada na carbonatação na garrafa. Em 4 dias já abri a primeira garrafa que se mostrou carbonatada.

As fontes divergem um pouco quanto ao tempo que devemos deixar a cerveja com dry-hopping, mas com minha experiência de 4 dias, eu estou convencido que já é suficiente pra dar o aroma que eu queria na cerveja, principalmente nesse estilo. Caso queira ler um pouco mais sobre o assunto eu indico esses dois links que me ajudaram muito. Aqui e aqui.

PS: nosso forte não é fazer arte, portanto nosso rótulo se resume a isso por enquanto... ahahhahahahahaa

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cervejas Artesanais Cuiabanas

Uma das coisas mais legais de fazer cerveja em casa é poder trocar experiências com os colegas que também fazem cerveja e, é claro, trocar algumas cervejas.
Primeiro porque tem gente que faz cerveja muito boa por aí e seria um desperdício não poder experimentar. Segundo porque é muito bom comparar sua cerveja com a dos outros e ver seus erros, defeitos, desvios, etc. E o melhor de tudo é a confraternização que tudo isso gera. Sem contar esses motivos aqui que pode fazer a cabeça de qualquer um.
Dessa vez ganhei algumas cervejas do meu amigo Douglas Schaefler que em uma maratona cervejeira fez uma porrada de cerveja em pouco espaço de tempo. Bom pra nós que temos a oportunidade de beber as criações.
Já tinha tomado algumas Schäfflers, e elas estão cada vez melhores. A começar pela roupagem que ficou bem legal.


Schaffler American Pale Ale(APA): Deveria ter começado pelas outras, mas como isso é mais forte que eu, vamos de APA mesmo. Boa formação e retenção de espuma, coloração âmbar levemente turva(pela adição de malte de trigo que incrementou corpo), aromas cítricos e picantes dos lúpulos americanos. Bom corpo pra uma APA e boa presença do malte, equilibrando bem o dulçor, caramelo e amargor dos lúpulos. Os críticos diriam - AH, MAS TEM MALTE DE TRIGO - Bom, Sim. E daí? Eu gostei muito, e tomaria dela sempre. Acabou dando um corpo legal na cerveja, que algumas APAs não têm.



No outro dia tive a dura missão de ter de tomar mais uma. Aí veio a German Pilsner. Simplesmente a melhor de todas. Uma pilsen muito parecida com a que estamos acostumados: leve, refrescante, saborosa. Média formação de espuma, coloração amarelo claro, bem transparente(não aparece tanto na foto pois o copo está suado), excelente por ser uma cerveja artesanal. Aroma de lúpulos frescos, e um pouco de malte. No boca ela tem corpo médio(4/10 diria eu), com presença marcante do malte e no retrogosto os lúpulos te lembram que ela é uma pilsen. Repito: Leve, Refrescante, Saborosa. Muito Equilibrada. Cerveja que como chopp tombaria muitas outras conhecidas do mercado pelo sabor.

Depois isso me fez pensar: Porque as indústrias insistem tanto em mascarar o sabor da cerveja deixando ela cada vez mais leve? É possível fazer uma cerveja leve e refrescante como é a proposta das Pilsens com 100% malte de cevada e lúpulo de verdade. Querem fazer uma levíssima quase água? Tudo bem, mas lembrem dos que gostam de cerveja de verdade de vez em quando...

Bônus:


Lembram do que é uma cerveja Pilsen? E o que é cerveja Lager?


Com o embalo da Pilsen anterior, eu não podia deixar de tomar a Bohemian Pilsner. No caso, a minha preferida apesar da passada ser a melhor(meio contraditório, mas acho que vocês vão me entender). Tudo que eu sempre sonhei em fazer de uma cerveja pilsen. Boa formação e retenção de espuma, coloração dourada intensa, transparente(também afetada pela suor do copo), aroma floral e picante(sim, essa cerveja foi feita com dry-hopping), sabor de malte primeiramente e logo em seguida vem o amargor de uma Bohemian Pilsner. Uma pena ter apenas um exemplar de cada.

Também ganhei uma Sweet Stout, mas fui afobado e não tirei foto antes de beber tudo. hahahahaha
Agradecimentos ao Douglas pelas cervejas. Quando tiver mais, saiba que podemos ser cobaias desse tipo de estudo.

domingo, 14 de abril de 2013

Nossa Cerveja - American Pale Ale

Eis um dos nossos estilos favoritos, American Pale Ale(APA). Cerveja leve, fácil de se beber, rica em aromas e com sabor agradável.


Depois que começamos a fazer as APAs aqui em casa o negócio foi dando tão certo(pelo menos pra nós produtores que bebemos quase todo o lote) que virou rotina.
Dessa vez fizemos Dry-hopping durante a maturação para conferir mais aromas à cerveja.
Outra característica é que usamos o malte Vienna como malte base em 93%. Nunca havia usado tamanha percentagem de malte Vienna em uma leva, até achei que ele nem dava tanta coloração avermelhada na cerveja mas o resultado foi muito legal.
O processo você vê logo abaixo:













Para amargor usamos lúpulo Columbus, pra sabor novamente Columbus e pra aroma Glacier e Perle.
Para Dry-Hopping usamos os Lúpulos Perle e Glacier por 10 dias...

Resultado final:
Cerveja âmbar claro(apesar de nas fotos parecer pouco translúcida) com boa formação e retenção de espuma com bolhas pouco densas, aromas cítricos e picantes, no paladar uma cerveja pouco seca, onde se sente primeiramente o malte e depois vem o médio amargor que domina o paladar, final seco.

Coloquei Vienna Ale nas tampinhas pra identificar a leva e pela mera semelhança com a Vienna Lager.
Saúde!
Selvagem Beer
"Verás que um filho teu não foge ao lúpulo!"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nossa Cerveja - 5ª Papagaio APA

Dessa vez não me lembrei de tirar fotos de todo o processo, mas a cerveja ficou muito boa, portanto é digna de um post:

Trata-se de uma American Pale Ale(APA), uma Pale Ale com lúpulos americanos com muitos toques cítricos no aroma e no sabor. Como homenagem por tanto lúpulo e pela cor batizamos ela de Selvagem Beer - Papagaio APA.



Grãos inteiros

Grãos Moídos

Mostura

Recirculação

Lavagem dos Grãos

Transferência para panela de fervura

Cerveja Pronta


Análise: Cor amarelo-alaranjado, boa formação de espuma com boa persistência, aroma bem cítrico lembrando frutas. No sabor percebe-se o sabor de malte no início com pouca densidade, no retrogosto vem o amargor cítrico dos lúpulos americanos.

Conclusão: Ficou como imaginávamos, cor, aroma, sabor, corpo. Inclusive vamos repetir a receita logo em breve.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cervejas Way Beer chegam em garrafa a São Paulo

Sei que não sou de São Paulo mas pra quem é fica a dica:



A Way Beer, cervejaria de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, está começando o processo de distribuição das suas cervejas em garrafa. Até então, a cervejaria fornecia seus produtos apenas em formato de chope e abastacia Curitiba e Região. Com a novidade, a entrega das cervejas em todo o país torna-se viável. O primeiro mercado a ter estabelecimentos com os produtos é São Paulo. Elas estão nas melhores casas especializadas em cervejas especiais.

A Cervejaria Way Beer, de Pinhais, na Região Metropolina de Curitiba, continua inovando e ampliando seu trabalho. Após lançar a Way Beer 8S - uma cerveja estilo Double American Pale Ale produzida de forma colaborativa por especialistas de quatro países e lançada no Festival Brasileiro da Cerveja agora em novembro, está dando início a distribuição de seus produtos em garrafa e fora do Paraná.

Sobre as cervejas
American Pale Ale - 5,2% ABV


Eleita pela revista Maxim como a melhor Pale Ale do país no 1º Prêmio Maxim de Cerveja, a Way American Pale Ale (APA) é uma interpretação única do estilo. Lúpulos americanos dão sabor cítrico e amargor agradável a esta cerveja, que é clara, equilibrada e de final marcante. O método Dry Hopping, que é a adição de lúpulo no final do processo de maturação, é utilizado nessa cerveja para lhe dar ainda mais aroma. Lupulomaníacos, garantimos seu prazer! Afinal, o jeito Uncle Sam de fazer Pale Ale não falha!
Cream Porter - 5,6% ABV


A Way Cream Porter é uma cerveja encorpada como as Porters do século 18, reforçadas para encarar longas viagens pelos mares do norte europeu, em especial o Mar Báltico. Os maltes caramelizados e tostados, enriquecidos com aveia selecionada, dão à Cream Porter complexidade e uma cremosidade única. Com cor escura, possui aromas que lembram café, chocolate e frutas secas.
Irish Red Ale - 5,8 % ABV


A Way Irish Red Ale é uma cerveja na qual o malte é o protagonista. De cor avermelhada, possui aroma de caramelo e toffee, corpo médio e gosto inicialmente doce, sendo tomado pela percepção dos maltes tostados e com um final surpreendentemente seco. Um convite aos próximos goles!
Premium Lager - 5,2% ABV


A American Pale Ale é muito amarga? A Cream Porter tem muito malte torrado? A Irish Red Ale é muito seca? Se você respondeu sim para todas essas perguntas tome a Premium Lager, uma cerveja puro malte, clara, aromática e mais encorpada, feita com uma seleção de lúpulos da República Tcheca, Estados Unidos e Alemanha. Não tem como não gostar!
Amburana Lager - 8,4% ABV


A Amburana Lager é uma cerveja de baixa fermentação que recebe uma variedade de maltes importados, candy sugar, lúpulos alemães e maturada na madeira brasileira Amburanas Cearensis.
Essa cerveja é uma Special Beer inspirada nas Lagers escuras e mais alcoólicas da região da Áustria. Com a criatividade brasileira, a Way juntou a tendência internacional de usar madeira em cervejas e a nacionalíssima Amburana, criando uma cerveja diferente e com toque nacional.

Sobre a Way Beer
A Way Beer é uma micro cervejaria artesanal do Paraná, localizada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Com produtos de alta qualidade e um espírito arrojado, em pouco tempo de existência ganhou destaque na região e no país. Hoje fabrica cinco cervejas diferentes – American Pale Ale, Amburana Lager, Cream Porter, American Lager e Irish Red Ale – e distribui para pessoas físicas e estabelecimentos comerciais da capital paranaense. Que chegue logo a todo Brasil para que possamos apreciá-las!


Pra quem mora em Curitiba então nem preciso dizer. Quem não é de lá nem de São Paulo e quiser adquirir pode encontrar no site do Clube do Malte.